
Local:
Data início:
Data fim:
Horário:
Organização:
Grupo de Investigação Associado
Tipo de Evento:
X Jornadas de História da Historiografia
X Jornadas de História da Historiografia «Liberdade, Liberdades: História, Historiografia e Ciências Sociais e Humanas»
Auditório do CITCEM – FLUP, Piso 0 | Porto, 3 de Dezembro de 2024
Programa
09H45 – Abertura, por Inês Amorim (Coordenadora do CITCEM, FLUP) & Nuno Bessa Moreira (ULP- CUP, CITCEM).
10H00 Conferência de abertura – Nuno Gonçalo Monteiro (ICS; FLUL) [Videoconferência].
Título: […].
Síntese Curricular: Nuno Gonçalo Monteiro é Investigador Catedrático do Instituto de Ciências Sociais e Professor Catedrático Convidado da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. É doutorado em História Moderna pela FCSH da Universidade Nova de Lisboa e habilitado em História pelo ISCTE. Professor convidado em universidades de França, Espanha e Brasil, tem realizado inúmeras apresentações e conferências em diferentes países. Coordenou vários projectos de investigação internacionais, entre os quais Comunicação política na monarquia intercontinental portuguesa (1580-1808): Reino, Atlântico e Brasil, publicando como (co-editor) Um reino e as suas repúblicas no Atlântico: comunicações políticas entre Portugal, Brasil e Angola nos séculos XVII e XVIII (Rio de Janeiro, 2017). Publicou mais de duas centenas de títulos, incluindo a coautoria do best-seller História de Portugal (8.ª ed., 2.ª reed., 2019), a coordenação do volume 2 de História da Vida Privada em Portugal (2011), e a co-edição de Poder y movilidad social en la Península Ibérica (siglos XV-XIX) (Madrid, 2006), História Social Contemporânea. Portugal 1808-2000 (Lisboa, 2020) e Political Thought in Portugal and its Empire, c. 1500-1800 (Cambridge U.P., 2021).
11H00 – Sessão 1 – Comunicações | Moderação: João Torres Lima (CITCEM)
«A imunidade diplomática nas Ordenações Afonsinas: as influências histórico-jurídicas no Direito Medieval Português», por Duarte de Babo Marinho (CITCEM).
Sinopse: Nos últimos anos, a Historiografia portuguesa tem dedicado a sua atenção ao estudo da diplomacia medieval, explorando uma ampla variedade de temas. Dentre essas abordagens podemos destacar as viagens, os financiamentos, as redes de contactos, as características sócio-económicas dos embaixadores, a espionagem ao serviço da diplomacia, entre outras questões. No entanto, há um aspecto essencial que ainda carece de uma análise mais aprofundada: a imunidade diplomática. Apesar deste instituto jurídico não ser uma criação medieval nem se limitar a esse período histórico, desempenhou um papel crucial na prática diplomática.
Surpreendentemente, tanto os estudos históricos quanto os jurídicos – incluindo aqueles que são mais focados na História do Direito Internacional Público –, não têm abordado a imunidade diplomática de forma aprofundada. A falta de investigações detalhadas a respeito deste instituto representa uma lacuna significativa na compreensão das práticas diplomáticas portuguesas medievais, comprometendo a percepção das dinâmicas de poder e das relações internacionais daquele tempo.
Contudo, devido à complexidade do tema, há muitos aspetos e nuances que não poderemos explorar nesta comunicação. Este texto, apesar de oferecer uma análise substancial, não está isento de incompletudes. Na verdade, não tencionamos ser exaustivos. Por esse motivo, devemos encará-lo como um ponto de partida para que futuras investigações possam aprofundar a compreensão do importante instituto jurídico da imunidade diplomática. Assim, neste contexto, pretendo focar-me num caso específico da realidade jurídica medieval portuguesa: uma norma presente no Livro III das Ordenações Afonsinas, que menciona explicitamente quem pode ou não ser citado no tribunal da Corte, incluindo os embaixadores presentes em Portugal.
Para essa análise destacarei aspectos como o ramo do Direito ao qual a norma pertence, o autor da iniciativa legislativa, a sua relação como o direito vigente à época, bem como as tradições jurídicas, filosóficas, religiosas e políticas envolvidas.
Síntese Curricular: Duarte de Babo Marinho, doutor em História, pós-graduado em História, Relações Internacionais e Cooperação (Faculdade de Letras da Universidade do Porto) e licenciando em Direito (Faculdade de Direito da Universidade do Porto). Tem dedicado a sua investigação ao estudo da diplomacia, espionagem e elites medievais, bem como a temas relacionados com a retórica política e relações internacionais oitocentistas. É colaborador do CITCEM e investigador do CIJVS.
«Entre a primeira Lei da Imprensa e a primeira Constituição [1821-1822]», por Eurico Gomes Dias (ISCPSI-ICPOL).
Sinopse: com a eclosão da Revolução Liberal de 24 de Agosto de 1820, vingaria um novo paradigma político na sociedade portuguesa e abria-se, definitivamente, um novel capítulo na História Contemporânea de Portugal. Contudo, a afirmação no novo regime liberal procedente deste acontecimento fulcral demoraria a vingar, sobretudo devido ao vazio de poder com a Coroa ausente em terras brasileiras. Entre inúmeros factores e razões que produziram a nova conjuntura política, deve destacar-se a explosão da imprensa periódica escrita, a consolidação de uma opinião pública e o surgimento de uma nova lei dedicada à imprensa, além de uma multiplicidade de iniciativas políticas oriundas dos trabalhos das Cortes Constituintes [1820-1821]. Nesse sentido, consideramos oportuno rever historiograficamente os contributos de uma primeira Lei de Imprensa [12 de Julho de 1821] – a qual permitia quase indiscriminadamente a livre publicação de toda um plêiade de documentos políticos-ideológicos, inclusive as mais infames diatribes –, mas cujo debate e intercâmbio de ideias consolidaria a promulgação da nossa primeira Constituição [23 de Setembro de 1822]. Não obstante, ambos os diplomas jurídicos seriam abolidos no decurso dos acontecimentos políticos coevos, finalizando a pr meira experiência liberal propugnada pelo Vintismo [1820-1823].
Síntese Curricular: Professor Auxiliar com Agregação no IUM [Instituto Universitário Militar] e no ISCPSI [Instituto Superior de Ciências Policiais e Segurança Interna], sendo Investigador integrado do ICPOL – o Centro de Investigação do mesmo Instituto –, e investigador colaborador no CEPESE [Centro de Estudos de População, Economia e Sociedade], no CHSC [Centro de História da Sociedade e Cultura], no CIDIUM-IUM [Centro de Investigação e Desenvolvimento do Instituto Universitário Militar], etc. Académico Correspondente na APH – Academia Portuguesa da História; Membro Correspondente do Conselho Científico da CPHM – Comissão Portuguesa de História Militar; e Fellow Member da RHS – Royal Historical Society, de Londres.
«História, Historiografia e Liberdade num artigo de Jacques Rancière», por Nuno Bessa Moreira (Univesidade Lusófona, CITCEM) & Francisco Azevedo Mendes (UM-Lab2PT).
Sinopse: Esta comunicação analisa um artigo que retoma uma entrevista concedida por Jacques Rancière à revista Urdimento, publicado em 2010, de modo a tentar compreender o pensamento historiográfico nele patente, de forma a divisar algumas ideias políticas do autor e o seu posicionamento acerca da Liberdade enquanto conceito e realidade, comparando-os com a visão que o filósofo francês patenteara em Les Noms de l’Histoire: Essai de Poétique du Savoir, de 1992, e dado à estampa em tradução portuguesa em 2014.
Síntese Curricular: Nuno Bessa Moreira licenciou-se em História na Faculdade de Letras da Universidade do Porto em 1999. Concluiu o mestrado em História Moderna, com uma tese sobre o Cardeal D. Henrique (1539-1578), em 2004. Em Fevereiro de 2013 prestou provas públicas de doutoramento em História, sob a orientação do Professor Doutor Armando Luís de Carvalho Homem, incidente sobre a Revista de História (1912/1928), um periódico dirigido por Fidelino de Figueiredo. Concluiu, em 2016, o Curso de Defesa Nacional, tendo defendido o trabalho de investigação final em provas públicas.
Síntese Curricular: Francisco Azevedo Mendes é Professor Auxiliar no Departamento de História do Instituto de Ciências Sociais da Universidade do Minho. Investigador integrado do Lab2PT. Doutor em Teoria e Métodos. Tem desenvolvido estudos no âmbito da Teoria da História e da História Contemporânea
12H30 Conferência – «A reconstituição da Sociedade Internacional e o fim da Ordem Internacional Liberal», por Rui Albuquerque (UL-CUP). Apresentação de Lurdes Macedo.
Síntese Curricular: Rui Albuquerque é licenciado em Direito, mestre e doutor em Ciência Política e Relações Internacionais. Como investigador tem trabalhado, essencialmente, a História das Ideias, o Iluminismo e o Constitucionalismo liberal, o Direito Romano, a evolução histórica do Direito português. Atualmente é professor auxiliar da Faculdade de Direito e Ciência Política da Universidade Lusófona – Centro Universitário do Porto, Faculdade de que é subdiretor. Autor de vários livros e artigos científicos publicados em revistas portuguesas e internacionais.
13H30 – Almoço.
15H30 Conferência – «Filosofia e combates pela história na Alemanha Ocidental», por Sérgio da Mata (UFOP, Brasil) [Videoconferência] | Apresentação de Nuno Bessa Moreira.
Sinopse: Embora haja muitos filósofos que se interessam pela História, poucos de entre eles se interessam pelos historiadores e pela historiografia. A Alemanha Ocidental deu mostras, ao longo da segunda metade do século passado, de contradizer tal tendência. Em minha conferência busco reconstruir alguns desses raros momentos em que filósofos e historiadores se colocam em um patamar de relativa igualdade, influenciando-se mutuamente. Para tanto, me concentro em dois grupos cuja influência na época foi inegavelmente grande: a Escola de Frankfurt e a Escola de Joachim Ritter. Como as disputas entre ambas transbordaram para o campo propriamente historiográfico, estendendo-se, ainda, às reflexões sobre o ensino de história, à teoria do conhecimento histórico e à política da memória da República Federal?
Síntese Curricular: Sérgio da Mata é professor associado da Universidade Federal de Ouro Preto. Doutor em História pela Universidade de Colónia, com tese que obteve a distinção summa cum laude. Atuou como pesquisador convidado no Instituto Max Weber para Estudos de Ciência Social e Ciência Cultural da Universidade de Erfurt (2008). Entre 2009 e 2010, realizou estágio pós-doutoral na Faculdade de Ciências Culturais da Europa-Universität Viadrina (Frankfurt/Oder). Além de diversos trabalhos sobre história das religiões, história das ideias e teoria da história, publicou “Realism and reality in Max Weber” (in The Oxford Handbook of Max Weber, 2019) e o livro A fascinação weberiana. As origens da obra de Max Weber (ediPUCRS, 2020). No momento, prepara uma história intelectual da Escola de Joachim Ritter.
16H30 – Sessão 2 – Comunicações | Moderação: Nuno Bessa Moreira.
«Craveirinha, o Save e outras histórias sem maiúscula», por Francisco Topa (FLUP, CITCEM).
Sinopse: Há vários poemas de José Craveirinha cujo ponto de partida é um acontecimento noticiado, com maior ou menos destaque, pela imprensa. Confrontando os poemas com a cobertura jornalística dos acontecimentos em causa, verifica-se com frequência uma espécie de diálogo em contraponto, com o poeta a fornecer um olhar, por um lado, subjetivo e lírico do caso, por outro, usando-o para uma visão mais geral e abstrata, acima das circunstâncias. Outro aspeto observável neste tipo de composições tem que ver com o recurso a um tom crítico, com clara incidência política, ainda que sem assumir uma deriva panfletária. A comunicação abordará algumas destas histórias que a História acabaria por não registar.
Síntese Curricular: Francisco Topa (n. Porto, 1966) é Professor Associado com Agregação da Faculdade de Letras da Universidade do Porto e membro integrado do CITCEM. Leciona nas áreas de Literatura e Cultura Brasileiras, Crítica Textual, Literaturas Africanas e Literaturas Orais e Marginais. É, desde 2019, o responsável pela Cátedra Agostinho Neto na FLUP e, desde 2023, diretor do Departamento de Estudos Portugueses e Românicos. Tem sido professor visitante em diversas universidades brasileiras e europeias. A sua investigação tem estado dirigida para as literaturas brasileira e portuguesa, para as literaturas africanas e para algumas áreas da literatura oral e marginal. Dentre os cerca de 260 trabalhos que publicou, 29 dos quais em livro, é possível destacar os seguintes volumes, todos de 2023: Mal-amados ou sequestrados? (Autores e textos brasileiros de Seis e Setecentos); “Nesta turbulenta terra” (Estudos de literatura angolana); África nossa, Áfricas deles (leituras de Marrocos, Cabo Verde e Moçambique); “Coisas que não levam a nada” (leituras portuguesas de literatura brasileira).
«Jorge de Sena: liberdade de pensamento e defesa da diversidade», por Lurdes Macedo (UL-CUP, CICANT).
Sinopse Jorge de Sena (1919-1978), um dos mais multifacetados intelectuais portugueses do século XX, deixou um legado que, de acordo com certos autores (Santos, 2019; Baltrusch, 2019), merece ser explorado mais aprofundadamente para que seja apurada a dimensão do seu contributo para o património da cultura da língua portuguesa. Autor proscrito pelo regime de Salazar e por alguns dos seus pares, com vasta obra produzida entre Portugal, Brasil e Estados Unidos, demonstrou desde cedo a sua liberdade de pensamento, recusando sacrificá-la a correntes literárias, filiações políticas ou apadrinhamentos sociais. Se, por um lado, essa liberdade foi incompatível com a sua permanência numa pátria ditatorial, por outro, permitiu-lhe fazer propostas inovadoras para a sua época. Um mapeamento exploratório dessas propostas, realizadas entre 1942 e 1977, foi alvo de leitura, análise e consequente interpretação. Primeiro, constata-se que, mesmo durante o período ditatorial, Sena nunca deixou de exprimir a sua liberdade de pensamento nos escritos que assinou, nas entrevistas que concedeu e nos discursos que proferiu. Depois, conclui-se que o denominador comum dessas propostas é a defesa da diversidade.
Síntese Curricular: doutorada em Ciências da Comunicação pela Universidade do Minho, desde 2013, é Professora Auxiliar na Universidade Lusófona Porto, onde lecciona na área das Relações Públicas. É investigadora de pós-doutoramento da FCT no CECS. Foi membro da equipa de investigação do projeto “Narrativas identitárias e memória social: a (re)construção da lusofonia em contextos interculturais” (CECS-UM), co-editora do Anuário Internacional de Comunicação Lusófona, em 2010 e 2011, e do e-book Interfaces da Lusofonia (2014). Foi assistente convidada na Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Viseu entre 2009 e 2012.
«Hans Asperger e os Ecos do Estigma: Uma Reflexão Sobre Liberdades», por Adry Neves (Colégio das Artes-UC, doutoranda).
Sinopse: Esta comunicação propõe uma análise crítica sobre as implicações históricas e sociais do trabalho de Hans Asperger e os estigmas associados ao autismo. O estudo aborda a controvérsia em torno do legado de Asperger, incluindo a eliminação do seu nome da classificação diagnóstica e reflete sobre como os estigmas e preconceitos persistem mesmo com avanços científicos e sociais. Partindo de uma perspetiva historiográfica, o trabalho explora o conceito de liberdade em duas dimensões: a liberdade de existir como pessoa autista numa sociedade que frequentemente desumaniza as diferenças, e a liberdade epistemológica de repensar narrativas históricas à luz de novas descobertas. Por fim, levanta questões sobre o impacto das classificações diagnósticas na construção do preconceito, propondo uma reflexão sobre as liberdades fundamentais que ainda precisam ser conquistadas pelas pessoas autistas.
Síntese Curricular: licenciada em Artes Dramáticas – Formação de Actores pela Universidade Lusófona do Porto. Aguarda a prestação de provas públicas de Mestrado em Artes Plásticas e Intermédia na FBAUP. Doutoranda no Colégio das Artes da Universidade de Coimbra.
18H00 Conferência de Encerramento – «História, Memória e Ideologia. Um tema sempre actual», por Luís Reis Torgal (FLUC, CEIS 2O) [Videoconferência]. | Apresentação de Duarte de Babo Marinho.
Organização: Nuno Bessa Moreira, Duarte de Babo Marinho, Eurico Gomes Dias, João Torres Lima, Francisco Azevedo Mendes & CITCEM. Sistema Híbrido (Presencial e Videoconferência)
https://videoconf-colibri.zoom.us/j/93872619922

Local:
Data início:
Data fim:
Horário:
Organização:
Grupo de Investigação Associado
Tipo de Evento:
X Conference on the History of Historiography
X Conference on the History of Historiography “Freedom, Liberties: History, Historiography and Social and Human Sciences” CITCEM Auditorium – FLUP, Floor 0 | Porto, December 3rd, 2024
Program
09H45 – Opening by Inês Amorim (Coordinator of CITCEM, FLUP) & Nuno Bessa Moreira (ULP- CUP, CITCEM). 10H00 Opening lecture – Nuno Gonçalo Monteiro (ICS; FLUL) [Videoconferência].
Title: […].
Curriculum Summary: Nuno Gonçalo Monteiro is a Full Researcher at the Institute of Social Sciences and an Invited Full Professor at the Faculty of Letters of the University of Lisbon. He has a PhD in Modern History from the FCSH of Universidade Nova de Lisboa and a degree in History from ISCTE. A guest lecturer at universities in France, Spain and Brazil, he has given numerous presentations and conferences in different countries. He has coordinated several international research projects, including Political communication in the Portuguese intercontinental monarchy (1580-1808): Reino, Atlântico e Brasil, publishing as (co-editor) Um reino e as suas repúblicas no Atlântico: comunicações políticas entre Portugal, Brasil e Angola nos séculos XVII e XVIII (Rio de Janeiro, 2017). He has published more than two hundred titles, including co-authoring the best-selling História de Portugal (8th ed., 2nd reprint, 2019), coordinating volume 2 of História da Vida Privada em Portugal (2011), and co-editing Poder y movilidad social en la Península Ibérica (siglos XV-XIX) (Madrid, 2006), História Social Contemporânea. Portugal 1808-2000 (Lisbon, 2020) and Political Thought in Portugal and its Empire, c. 1500-1800(Cambridge U.P., 2021).
11:00 a.m. – Session 1 – Communications | Moderator: João Torres Lima (CITCEM) “Diplomatic immunity in the Afonsinas Ordinances: the historical-legal influences on Portuguese Medieval Law“, by Duarte de Babo Marinho (CITCEM).
Synopsis: In recent years, Portuguese historiography has devoted its attention to the study of medieval diplomacy, exploring a wide variety of themes. Among these approaches we can highlight travel, funding, networks of contacts, the socio-economic characteristics of ambassadors, espionage in the service of diplomacy, among other issues. However, there is one essential aspect that still needs more in-depth analysis: diplomatic immunity. Although this legal institute was neither a medieval creation nor limited to that historical period, it has played a crucial role in diplomatic practice.
Surprisingly, both historical and legal studies – including those more focused on the History of Public International Law – have not dealt with diplomatic immunity in any depth. The lack of detailed research into this institute represents a significant gap in the understanding of medieval Portuguese diplomatic practices, compromising the perception of the power dynamics and international relations of that time.
However, due to the complexity of the subject, there are many aspects and nuances that we will not be able to explore in this communication. Although this text offers a substantial analysis, it is not without its incompleteness. In fact, we don’t intend to be exhaustive. For this reason, we should see it as a starting point for future research to deepen our understanding of the important legal institute of diplomatic immunity. So, in this context, I intend to focus on a specific case from the Portuguese medieval legal reality: a rule found in Book III of the Afonsinas Ordinances, which explicitly mentions who may or may not be summoned to court, including ambassadors present in Portugal.
For this analysis, I will highlight aspects such as the branch of law to which the rule belongs, the author of the legislative initiative, its relationship with the law in force at the time, as well as the legal, philosophical, religious and political traditions involved.
Curriculum Summary: Duarte de Babo Marinho, PhD in History, postgraduate in History, International Relations and Cooperation (Faculty of Letters of the University of Porto) and law graduate (Faculty of Law of the University of Porto). He has dedicated his research to the study of diplomacy, espionage and medieval elites, as well as themes related to political rhetoric and international relations in the 19th century. He is a collaborator at CITCEM and a researcher at CIJVS.
“Between the first Press Law and the first Constitution [1821-1822]“, by Eurico Gomes Dias (ISCPSI-ICPOL).
Synopsis: With the outbreak of the Liberal Revolution of August 24, 1820, a new political paradigm was established in Portuguese society and a new chapter in Portugal’s contemporary history was definitively opened. However, the affirmation of the new liberal regime stemming from this pivotal event was slow to take hold, mainly due to the power vacuum with the Crown absent in Brazilian lands. Among the countless factors and reasons that produced the new political situation, we should highlight the explosion of the periodical written press, the consolidation of public opinion and the emergence of a new law dedicated to the press, as well as a multitude of political initiatives stemming from the work of the Constituent Courts [1820-1821]. In this sense, we consider it appropriate to review historiographically the contributions of a first Press Law [12 de Julho de 1821] – which allowed almost indiscriminate free publication of a whole plethora of political-ideological documents, including the most infamous diatribes – but whose debate and exchange of ideas would consolidate the promulgation of our first Constitution [23 de Setembro de 1822]. However, both pieces of legislation were abolished in the course of the political events that followed, ending the first liberal experiment advocated by Vintismo [1820-1823].
Curriculum Summary: Assistant Professor with Aggregation at IUM [Instituto Universitário Militar] and at ISCPSI [Instituto Superior de Ciências Policiais e Segurança Interna], and integrated researcher at ICPOL – the Research Center of the same Institute -, and collaborating researcher at CEPESE [Center for Population, Economy and Society Studies], at CHSC [Centro de História da Sociedade e Cultura], at CIDIUM-IUM [Centro de Investigação e Desenvolvimento do Instituto Universitário Militar], etc. Corresponding Academician of the APH – Portuguese Academy of History; Corresponding Member of the Scientific Council of the CPHM – Portuguese Commission of Military History; and Fellow Member of the RHS – Royal Historical Society, London.
“History, Historiography and Freedom in an article by Jacques Rancière“, by Nuno Bessa Moreira (Lusófona University, CITCEM) & Francisco Azevedo Mendes (UM-Lab2PT).
Synopsis: This communication analyzes an article that takes up an interview given by Jacques Rancière to the magazine Urdimento, published in 2010, in order to try to understand the historiographical thought it contains, in order to identify some of the author’s political ideas and his position on Freedom as a concept and reality, comparing them with the vision that the French philosopher had shown in Les Noms de l’Histoire: Essai de Poétique du Savoir, from 1992, and published in Portuguese translation in 2014.
Nuno Bessa Moreira graduated in History from the Faculty of Letters of the University of Porto in 1999. He completed his master’s degree in Modern History, with a thesis on Cardinal D. Henrique (1539-1578), in 2004. In February 2013, he took public exams for his PhD in History, under the supervision of Professor Armando Luís de Carvalho Homem, on the Revista de História (1912/1928), a periodical directed by Fidelino de Figueiredo. He completed, in 2016, the National Defense Course, having defended his final research paper in public examinations.
Francisco Azevedo Mendes is an Assistant Professor in the History Department of the Institute of Social Sciences at the University of Minho. Researcher at Lab2PT. He has a PhD in Theory and Methods. He has developed studies in the fields of History Theory and Contemporary History
12.30 p.m. Conference – “The reconstitution of International Society and the end of the Liberal International Order”, by Rui Albuquerque (UL-CUP). Presentation by Lurdes Macedo.
Rui Albuquerque has a degree in Law, a Master’s and a PhD in Political Science and International Relations. As a researcher he has worked mainly on the History of Ideas, the Enlightenment and liberal Constitutionalism, Roman Law and the historical evolution of Portuguese Law. He is currently an assistant professor at the Faculty of Law and Political Science of Universidade Lusófona – Centro Universitário do Porto, of which he is deputy director. He is the author of several books and scientific articles published in Portuguese and international journals.
13:30 – Lunch.
15.30 Conference – “Philosophy and the struggle for history in West Germany“, by Sérgio da Mata (UFOP, Brazil) [Videoconferência] | Presentation by Nuno Bessa Moreira.
Synopsis: Although many philosophers are interested in history, few of them are interested in historians and historiography. Throughout the second half of the last century, West Germany showed signs of contradicting this trend. In my lecture, I try to reconstruct some of those rare moments when philosophers and historians put themselves on a relatively equal footing and influenced each other. To this end, I focus on two groups whose influence at the time was undeniably great: the Frankfurt School and the School of Joachim Ritter. How did the disputes between them spill over into the field of historiography itself, extending to reflections on the teaching of history, the theory of historical knowledge and the politics of memory in the Federal Republic?
Curriculum Summary: Sérgio da Mata is an associate professor at the Federal University of Ouro Preto. He holds a PhD in History from the University of Cologne, with a thesis that was awarded summa cum laude. He worked as a guest researcher at the Max Weber Institute for Social Science and Cultural Science Studies at the University of Erfurt (2008). Between 2009 and 2010, he carried out a post-doctoral internship at the Faculty of Cultural Sciences of the University of Viadrina (Frankfurt/Oder). In addition to several works on the history of religions, the history of ideas and the theory of history, he has published “Realism and reality in Max Weber” (in The Oxford Handbook of Max Weber, 2019) and the book The Weberian fascination. The origins of Max Weber’s work (ediPUCRS, 2020). He is currently preparing an intellectual history of the School of Joachim Ritter.
16:30 – Session 2 – Communications | Moderator: Nuno Bessa Moreira. “Craveirinha, o Save e outras histórias sem maiúscula“, by Francisco Topa (FLUP, CITCEM).
Synopsis: There are several poems by José Craveirinha whose starting point is an event reported, more or less prominently, by the press. Comparing the poems with the journalistic coverage of the events in question, there is often a kind of dialogue in counterpoint, with the poet providing a subjective and lyrical view of the case, on the one hand, and using it for a more general and abstract view, above the circumstances, on the other. Another observable aspect of this type of composition has to do with the use of a critical tone, with a clear political incidence, although without assuming a pamphlet-like drift. The paper will deal with some of these stories that history would end up not recording.
Francisco Topa (b. Porto, 1966) is an Associate Professor at the Faculty of Letters of the University of Porto and a member of CITCEM. He teaches in the areas of Brazilian Literature and Culture, Textual Criticism, African Literatures and Oral and Marginal Literatures. Since 2019, he has been responsible for the Agostinho Neto Chair at FLUP and, since 2023, director of the Department of Portuguese and Romance Studies. He has been a visiting professor at several Brazilian and European universities. His research has focused on Brazilian and Portuguese literatures, African literatures and some areas of oral and marginal literature. Among the 260 or so works he has published, 29 of which are in book form, we can highlight the following volumes, all from 2023: Mal-amados ou sequestrados? (Brazilian authors and texts from the Six and Seven Hundreds); “Nesta turbulenta terra” (Studies in Angolan literature); África nossa, Áfricas deles (Readings from Morocco, Cape Verde and Mozambique); “Coisas que não levam a nada” (Portuguese readings of Brazilian literature).
“Jorge de Sena: freedom of thought and defense of diversity“, by Lurdes Macedo (UL-CUP, CICANT).
Synopsis Jorge de Sena (1919-1978), one of the most multifaceted Portuguese intellectuals of the 20th century, left a legacy which, according to certain authors (Santos, 2019; Baltrusch, 2019), deserves to be explored in greater depth in order to ascertain the extent of his contribution to the heritage of Portuguese language culture. An author outlawed by the Salazar regime and by some of his peers, with a vast body of work produced between Portugal, Brazil and the United States, he demonstrated his freedom of thought from an early age, refusing to sacrifice it to literary currents, political affiliations or social patronage. If, on the one hand, this freedom was incompatible with his stay in a dictatorial country, on the other, it allowed him to make innovative proposals for his time. An exploratory mapping of these proposals, made between 1942 and 1977, was the subject of reading, analysis and consequent interpretation. Firstly, it can be seen that, even during the dictatorial period, Sena never ceased to express his freedom of thought in the writings he signed, the interviews he gave and the speeches he delivered. Next, we can see that the common denominator of these proposals is the defense of diversity.
Curriculum Summary: She has a PhD in Communication Sciences from the University of Minho since 2013 and is an Assistant Professor at the Lusófona Porto University, where she teaches Public Relations. She is an FCT post-doctoral researcher at CECS. She was a member of the research team for the project “Narrativas identitárias e memória social: a (re)construção da lusofonia em contextos interculturais” (CECS-UM), co-editor of the Anuário Internacional de Comunicação Lusófona, in 2010 and 2011, and of the e-book Interfaces da Lusofonia (2014). She was a guest lecturer at the School of Education of the Polytechnic Institute of Viseu between 2009 and 2012.
“Hans Asperger and the Echoes of Stigma: A Reflection on Freedoms“, by Adry Neves (Colégio das Artes-UC, PhD student).
Synopsis: This paper proposes a critical analysis of the historical and social implications of Hans Asperger’s work and the stigmas associated with autism. The study addresses the controversy surrounding Asperger’s legacy, including the elimination of his name from the diagnostic classification, and reflects on how stigmas and prejudices persist even with scientific and social advances. From a historiographical perspective, the work explores the concept of freedom in two dimensions: the freedom to exist as an autistic person in a society that often dehumanizes differences, and the epistemological freedom to rethink historical narratives in the light of new discoveries. Finally, it raises questions about the impact of diagnostic classifications on the construction of prejudice, proposing a reflection on the fundamental freedoms that still need to be won by autistic people.
Curriculum Summary: Degree in Dramatic Arts – Actor Training from the Lusófona University of Porto. Awaiting public exams for a Master’s Degree in Fine and Intermediate Arts at FBAUP. PhD student at the College of Arts of the University of Coimbra.
18H00 Closing Conference – “History, Memory and Ideology. An ever-present theme “, by Luís Reis Torgal (FLUC, CEIS 2O) [Videoconferência]. | Presentation by Duarte de Babo Marinho.
Organization: Nuno Bessa Moreira, Duarte de Babo Marinho, Eurico Gomes Dias, João Torres Lima, Francisco Azevedo Mendes & CITCEM. Hybrid system (face-to-face and videoconference)
https://videoconf-colibri.zoom.us/j/93872619922
